sexta-feira, 13 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (65)

O REGRESSO DO CALIMERO



A táctica não é nova. Já a usaram antes e até resultou.
Desta vez, o Zézito queixou-se: “aquele menino disse que eu sou feio…”
Deixa lá Zézito, o PS gosta de ti à mesma!
Mas vai chorando muito alto, enquanto tu choras, não se olha para outras coisas…


1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (64)

Os terríveis neo-liberais e os outros

Depois de muito atacarem com o papão da destruição do Serviço Nacional de Saúde, aparece a ministra da saúde do PS:
Ana Jorge: Saúde abre a privados
A ministra da Saúde, Ana Jorge, diz que o Governo vai propor que associações de médicos, privados e misericórdias, entre outros, possam abrir unidades de saúde familiares.
(aqui

quarta-feira, 11 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (63)

O QUE SERÁ UM MENTIROSO?

O Primeiro ministro, José Sócrates, o inigualável Francisco Assis e o inqualificável João Galamba, andam histéricos com a taxa social única. 

Esquecem-se do excelente acordo que conseguiram com o FMI?

Veja-se no próprio site do FMI (aqui):

Thomsen: Portugal’s problems are above all structural, as evidenced by the very low growth during the good years before the global crisis hit in 2008 and by record-high unemployment. In a nutshell, Portugal needs to become much more open to competition. This is the only way to create jobs and generate higher incomes.

In this regard, I would highlight that the government is now considering what could be a dramatic “game changer” in the form of a sharp reduction in social security contributions in the order of 3–4 percent of GDP (offset by other appropriate tax and expenditure adjustments). This would reduce labor costs significantly and make goods produced in Portugal more competitive abroad.
 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (62)

Porque há imagens que valem mais que mil palavras: OS LIBERAIS E OS OUTROS


1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (61)

MAS O QUE SERÁ UM MENTIROSO???

No recente debate com Portas, Sócrates afirmou:

21h11 - José Sócrates desmente Paulo Portas e afirma que PEC 4 não congelava as pensões mais baixas. (confirmar aqui)

Mas sim, estava mesmo lá!




Até o Jornal do amigo Oliveira noticiou:  Socialistas pressionam Sócrates a não congelar pensões (aqui)

 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (60)

OS FILHOS DE UM DEUS MAIOR....

A J.P. Sá Couto, empresa produtora do computador Magalhães, recebeu incentivos fiscais relativos a 2009, quando era arguida de um processo de fraude fiscal, de acordo com a lista divulgada pelo Ministério das Finanças. (aqui) 

terça-feira, 10 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (59)

Mas o que será um mentiroso?




OS DEBATES



PORQUE ONDE HÁ FUMO...

A primeira-ministra da Eslováquia, membro da zona euro, afirma que nenhum mecanismo vai funcionar se a Grécia não reestruturar a dívida. (aqui)

A SOLIDARIEDADE EUROPEIA

A União Europeia e a Zona Euro, que financiarão dois terços dos 78 mil milhões de euros do empréstimo externo a Portugal, cobrarão uma taxa de juro "acima de 5,5%". O FMI cobrará entre 3,5% e 4,5% pela sua parte do empréstimo. (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (58)

O Primeiro ministro continua a insistir que Portugal não precisava de ajuda externa. Pois bem, hoje foi o seu amigo a deixar claro:


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje que o programa de assistência a Portugal "é muito exigente" mas acabou por se tornar "indispensável perante a situação de pré-ruptura financeira a que Portugal chegou". (Aqui)


PORREIRO PÁ!!!

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (57)


DEFENDER PORTUGAL??? 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (56)

Isto já é indecência...

JORNAL DE REFERÊNCIA???

A estranha primeira página do publico de hoje:


Mas não, o PS não está à frente na sondagem


segunda-feira, 9 de maio de 2011

O PROGRAMA ELEITORAL

Estaremos nós preparados?

Ainda não li o programa do PSD. A julgar pelas reacções, vai haver muito aproveitamento político. As frases feitas, embora esvaziadas nos factos, prometem assustar o povo. Estaremos nós preparados?

Num artigo no Jornal de Negócios, Helena Garrido, lança algumas pistas interessantes:

Continuidade ou mudança? Verdade ou ilusão?
A diferença com José Sócrates está feita por Pedro Passos Coelho num programa eleitoral corajoso em que promete tempos difíceis.

Pedro Passos Coelho escolhe fazer, sem dó nem piedade, o retrato do país e as dificuldades que se perspectivam no discurso de apresentação do seu programa eleitoral. O plano de PSD para os eleitores é um conjunto de medidas que, palavras do líder, "vai para além do memorando de entendimento" para a ajuda externa. É mais exigente, é mais claro e é até mais liberalizador, na convicção de que a liberdade é que gera o crescimento. Mesmo sabendo que a liberdade, em economia, gera hoje entre muitos cidadãos o medo, a insegurança de perder o emprego, o acesso à saúde e à educação, o direito à pensão de reforma ou ao subsídio de desemprego. 
 
Pedro Passos Coelho oferece aos eleitores a realidade sem disfarces e antecipa um futuro de dificuldades.

O contraste com José Sócrates é total. O primeiro-ministro não esperou pelo memorando de entendimento para apresentar o programa eleitoral do PS e nas entrelinhas desvaloriza tudo o que antecipe a mínima dificuldade para o país. José Sócrates não promete mas omite as dificuldades.

Quem vai o país querer? Quem lhe apresenta a razão ou quem lhe toca na emoção?

 

Já é este o nosso campeonato

S&P volta a cortar "rating" da Grécia e diz que deverá ser necessário reestruturar dívida (aqui)

Dívidas do Estado forçaram o encerramento de 1.800 empresas

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas diz que Estado deve 1.500 milhões de euros e que, por isso, já 1.800 PME fecharam portas desde Janeiro.

Toda agente sabe que entre 2008 e 2010, o Estado mandou construir escolas e ainda não as pagou (aqui

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (55)

É ESTA A IMAGEM DO PRIMEIRO MINISTRO LÁ FORA....
COM SÓCRATES NÃO PODEREMOS RESTAURAR A CONFIANÇA NOS MERCADOS. O RESTO, É MUSICA...

Colunista do "Financial Times" acusa o primeiro-ministro português de se "preocupar apenas com o seu quintalinho" e de ter mentido ao país e diz que Portugal geriu a crise de forma "assustadora". Para Wolfgang Munchau, a comunicação de Sócrates ao país, na semana passada, foi apenas um "alerta trágico-cómico" da crise na Europa. 

Não se pode gerir uma união monetária com governantes como o sr. Sócrates 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (54)

Sócrates em defesa do estado social. O discurso não coincide com a realidade.

Discurso de Sócrates sobre plano da troika caiu mal em Bruxelas

A declaração pública do primeiro-ministro português em Lisboa na passada terça feira à noite, para "tranquilizar os portugueses" terá surpreendido a Troika com quem tinham acabado de negociar e provocado alguns calafrios aos responsáveis políticos em Bruxelas, pelo "sinal errado" que se enviava aos parceiros europeus que terão de aprovar o empréstimo daqui a uma semana, explicam fontes comunitárias na capital belga.

Alguns diplomatas fazem eco desta surpresa com a declaração depois de a terem lido nas agências internacionais. "Surpreende-me que um programa de austeridade que implica perda de soberania seja apresentado como uma vitória negocial"
(aqui

 

domingo, 8 de maio de 2011

A MAIS ANTIGA ALIANÇA DO MUNDO

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse hoje que o Reino Unido está relutante quanto a ajudar financeiramente Portugal 

O político conservador afirmou mesmo que se o Reino Unido participar no resgate a Portugal será "a resmungar" já que nunca se comprometeu com essa ajuda. (aqui)

Auto-estradas:Tribunal de Contas enganado

Os juízes do Tribunal de Contas queixam-se de ter sido induzidos em erro para aprovar cinco auto-estradas, no valor de dez mil milhões de euros. A denúncia consta de um relatório de auditoria às parcerias público-privadas rodoviárias, que vai ser aprovado na próxima semana. Um documento que a TVI revela em primeira mão.

As auto-estradas lançadas pelo governo só passaram no tribunal de contas porque foi sonegada informação aos juízes. Em causa estão cinco subconcessões feitas pela Estradas de Portugal, em representação do Estado, no valor de 10 mil milhões de euros
(aqui

A DOCE IGNORÂNCIA

Porque pensar dá muito trabalho, há perguntas que não queremos fazer.

O membro do Banco Central da Islândia Gylfi Zoega considera que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e bancos, e porque o fez (aqui)

sábado, 7 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (53)

AINDA VÃO TER SAUDADES DO PEC 4

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (52)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (51)

O PREÇO DA TEIMOSIA DE ALGUNS...

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (50)

AINDA VÃO TER SAUDADES DO PEC 4

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (49)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (48)

AINDA VÃO TER SAUDADES DO PEC 4

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (47)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (46)

Evidências da vergonhosa desorçamentação.

GNR está “nos limites” a nível orçamental, diz comandante-geral
Existe um atraso de “liquidez” que obrigou a adiar pagamentos à Segurança Social e IRS (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (45)

O discurso de Sócrates na terça-feira sobre o acordo com o triunvirato BCE-FEEF- FMI teve um carácter absolutamente singular na história da comunicação política portuguesa, porventura mundial e até histórica. Desde os discursos políticos de Péricles e o último do verdadeiro Sócrates, na versão de Platão, nunca antes um dirigente nacional, a quem coube anunciar um acordo que moldará a vida colectiva nos anos seguintes, teve a cobardia política de esconder o que realmente o documento estabelece e a ousadia de inventar o que o documento não diz. 

Eduardo Cintra Torres (publico) 

NUM PAÍS NORMAL, COMO SERIA?

Excertos da entrevista de António Barreto ao jornal i: (completo aqui)

Encontra nestes protagonistas políticos, disponíveis para governar com o programa da troika (José Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas), capacidade para ultrapassar esta crise?

Não me quero referir muito explicitamente a todos esses políticos - um por um -, não acho que contribua para resolver os problemas, mas num só caso estou convencido que
o primeiro-ministro, José Sócrates, não está à altura, não é capaz de contribuir para as soluções futuras.


O que o faz ter essa convicção?

A maneira como ele foi responsável pelo declínio do país e a maneira como se tem comportado perante o pedido de assistência. Quando anunciou os resultados das negociações fez uma coisa extraordinária que foi dizer o que não está no acordo e não anunciou o que estava. Parece mesmo que há sinais de que a opinião política europeia ficou muito desagradada. E a seguir vários políticos vieram dizer: o governo ganhou ou o governo perdeu. Numa altura em que se está a preparar um acordo tão sério, que nos vai criar tantas dificuldades, os partidos estão preocupados em saber quem é que ganhou? Foi um momento obsceno da vida política.


Tendo em conta as críticas que tem feito a José Sócrates, vê alguma possibilidade de vir a existir uma coligação que inclua o PS?

Não quero fazer prognósticos, mas sei que os socialistas são indispensáveis para uma solução. Não é necessariamente a formação de um governo. Pode ser a associação ao governo, um acordo de incidência parlamentar, há várias maneiras, e nesse sentido estou convencido que os socialistas são necessários. Também estou convencido que o primeiro-ministro, José Sócrates, precisa de ser muito, muito severamente castigado e a melhor maneira de o castigar é através da via eleitoral. Ele necessita de ser muito severamente castigado porque ele é pessoalmente responsável pelo mau estado a que Portugal chegou, as finanças públicas e o Estado.
Pessoalmente?

Sim, é pessoalmente responsável pelo mau estado a que chegou o próprio Partido Socialista. Comparado com o que era o PS há dez ou 15 anos, não é o mesmo partido, com capacidade de diálogo e com tranquilidade doutrinária. Este PS já não é isso. O engenheiro Sócrates é o responsável por este caminho e deve ser severamente castigado. Creio que ele não ajudará, nem fora, nem dentro, a nenhuma solução das soluções necessárias e importantes para o país.
 

Está a dizer que o primeiro-ministro quase levou o país à bancarrota para defender interesses pessoais?

Para defender interesses pessoais e partidários.
 

 
 

SEM COMENTÁRIOS

ESTÁ NAS NOSSAS MÃO

sexta-feira, 6 de maio de 2011

VOLTANDO À SONDAGEM DO EXPRESSO

Sondagem: direita pode ter entre 111 e 123 deputados
 Sondagem converte intenção de voto em mandatos e mostra que a maioria absoluta da direita é um cenário forte mas não absolutamente garantido. (aqui)


MAIS SONDAGENS

Desta vez (aqui):

A/C Filandeses

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (44)

FMI garante: «Este programa é diferente do PEC 4»

O homem forte do Fundo Monetário Internacional diz que o programa de ajuda a Portugal é diferente do PEC 4 porque vai mais longe em quase todos os aspectos. É mais abrangente e obriga a mais reformas estruturais.

Questionado sobre se este programa é uma evolução em relação ao PEC 4, como garantiu o primeiro-ministro na passada quarta-feira, Thomsen afirma «não perceber» o que quer José Sócrates dizer com essa frase e garante que «se fizermos uma comparação, este é um programa mais específico sobre como atingir objectivos em termos orçamentais, sobre como levar a cabo reformas estruturais, tem mais preocupações sobre o sector financeiro e é muito mais realista nas metas orçamentais. Portanto, isto é um programa diferente [do PEC 4]». (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (43)

Troika contraria declarações de Sócrates

Os elementos da troika «contrariam as declarações do primeiro-ministro». Vasco Rosendo, editor de economia da TVI, explica que as afirmações de Poul Thomsen, o representante do FMI na troika, são claras ao garantir que o plano de resgate a Portugal não é «mais leve» do que o que foi aplicado à Grécia ou à Irlanda. Bem pelo contrário: este plano é mais profundo. (aqui)

E o outro estúpido ainda diz para não entrarmos em euforia... 
 

MAIS UMA SONDAGEM

Eurosondagem: PSD com três pontos de vantagem sobre o PS (aqui)





O PSD lidera as intenções de voto dos portugueses, mantendo a vantagem de três pontos sobre o PS.


Quanto a maiorias para governar, caso os resultados de 5 de junho fossem estes, PSD e CDS não teriam garantida a maioria absoluta, embora haja uma possibilidade real de a conseguirem.

A COMUNICAÇÃO SOCIAL E O PODER


Há coisas estranhas. Quando ando de carro, costumo ouvir a TSF. 
Hoje, a dita rádio anunciava: "Sondagem da Católica coloca PS à frente do PSD nas legislativas" (pode confirmar)

Não disseram mais nada. Apenas isso, e que se tratava de uma sondagem da católica.

De facto, a sondagem existe, e o jornal Publico refere: 
"Sondagem coloca PS e PSD em empate técnico" (aqui)

O Diário de Notícias, do mesmo grupo empresarial da TSF, alinha na primeira forma:
"PS (36%) ultrapassa PSD (34%) e Direita fica sem maioria"
Depois informa, em letra mais pequena:
Percentagens no intervalo do empate técnico. CDS dispara para 10%, PCP-PEV sobe para 9%, BE desce para 5%. E 74% avaliam Governo como mau ou muito mau. (aqui)


Também hoje, o Correio Da Manhã escreve a propósito de outra sondagem:
Sondagem: PSD e PS muito próximos nas intenções de voto
Vantagem mínima de Passos Coelho

A sondagem CM/Aximage, realizada entre 29 de Abril e 2 de Maio, antes de os portugueses conhecerem os detalhes do programa da troika imposto a Portugal, atribuía 31,5% dos votos ao PSD, 28,3% ao PS, 11,2% ao CDS, 9,3% à CDU e 7,7% ao Bloco de Esquerda. (aqui)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (42)

Aquilo que a comunicação social não sublinha da conferência de imprensa da Troika:

  • nunca foi considerada a hipótese de cortar 13º e 14º mês.
  • muitas das medidas agora acordadas já tinham sido preconizadas há muito pelas instituições europeias, mas nunca implementadas pelo governo.
  • O PEC4 não era específico nas medidas de consolidação orçamental e que não ia suficientemente longe nas reformas estruturais em prol do crescimento económico.

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (41)

Quem o diz é o ex-ministro de estado edos negócios estrangeiros de José Sócrates

Diogo Freitas do Amaral acusa José Sócrates de ter prestado um péssimo serviço ao País ao adiar o pedido de ajuda externa

“Gostava de lembrar ao engenheiro José Sócrates, que, pelos vistos, tem pouca cultura democrática, que só em ditadura - e nós tivemos essa experiência com o doutor Salazar durante 40 anos - é que o Governo se arroga o monopólio do patriotismo e acusa todas as oposições de não serem patriotas, porque não pensam como o Governo

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (40)

"O PEC 4 foi uma brincadeira política, feito à pressa, clandestinamente, e só tinha a parte má do programa da troika", afirmou Eduardo Catroga, numa conferência de imprensa que durou hora e meia. ´

"Permitam-me um desabafo: não se deixem enganar" 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (39)

“Só têm uma oportunidade”. Portugal tem problemas que não se devem apenas à crise financeira, como demonstra a continua perda de competitividade da economia nos últimos anos, analisa o porta-voz de Olli Rehn, que considera estar a oferecer uma “oportunidade única” ao País.

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (38)

Sobre o programa de austeridade aprovado ontem...


O PEC V - um plano revisto, pouco aumentado e muito melhorado do PEC IV


O memorando de entendimento entre a 'troika' e o Governo, e que o Diário Económico revelou em exclusivo na edição de ontem, permite desde já algumas conclusões sobre o passado e, sobretudo, sobre o futuro.

Em primeiro lugar, não pode servir para uma visão revisionista da história: O PEC IV existiu porque os programas anteriores, da responsabilidade do Governo, falharam e não foram executados de acordo com o previsto. Incluindo já o ano de 2011, cujas previsões já estavam ultrapassadas. 

Em segundo lugar, José Sócrates e o PS vão ter de mudar de programa eleitoral. Estão em contra-mão
(...)
 
 O programa do PSD - do que se conhece e do que foi antecipado ainda ontem por Pedro Passos Coelho em entrevista à RTP - é, digamos, mais próximo da realidade. 

Retirado daqui 

AINDA VÃO TER SAUDADES DO PEC4 (2)

Acerca do programa de ajuda externa:

As traves-mestras da velha política económica são dizimadas. Há uma razia nos subsídios às energias renováveis, nos incentivos à aquisição de casa própria, nas políticas agressivas de Obras Públicas, nas parcerias público-privadas. Porquê? Volte a ler a frase anterior e responda a si mesmo: a quem aproveitaram no passado essas políticas? Eu ajudo: às empresas do regime. À EDP, à Mota-Engil, à Brisa, à Galp, à Caixa, ao BES, ao BCP, ao BPI... Foram elas que receberam ou financiaram os projectos, que viram os riscos dos seus negócios serem cobertos pelos contribuintes ao abrigo das "políticas de modernização".

Retirado daqui 

AINDA VÃO TER SAUDADES DO PEC4

Entre 2005 e 2010, este ‘boy’ do PS, que renunciou aos cargos de administrador na PT e no Taguspark na sequência do caso ‘Face Oculta’, ganhou mais de cinco milhões de euros. (AQUI)

OLHA, LÁ VAI UM PORCO A ANDAR DE BICICLETA

Está um bocadito atrasado, não?...

Mário Soares penitencia-se por ataques a Sá Carneiro:
"Mário Soares assumiu a responsabilidade política por ataques infelizes a Sá Carneiro. Nomeadamente, uma nota com a cara de fundador do PSD, numa alusão a uma dívida que este tinha à banca e em alusões ao relacionamento com Snu Abecassis, com quem o então líder social-democrata vivia em união de facto." (aqui)

 

Há vida para lá do orçamento

Ministra da Saúde condenada a pagar 5% do salário mínimo por dia. Ana Jorge é responsabilizada por ter violado uma decisão judicial sobre recomparticipação de medicamento (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (37)

Ontem: "O Ministério do Trabalho esclarece que as prestações sociais como o subsídio de desemprego e de maternidade não vão ter de pagar IRS" (aqui)


Hoje: "Subsídios de maternidade e de desemprego passam a pagar IRS" (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (36)

Medidas seriam mais leves se ajuda tivesse sido pedida mais cedo (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (35)

Sócrates, 8 de Março de 2011:
 "Entre vir ou não vir o FMI há dez milhões de portugueses"

Teixeira dos Santos, 5 de Maio de 2011:
"A decisão de recorrer à ajuda externa foi, no meu entender, das decisões mais importantes tomadas neste País" 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (34)

A DEMÊNCIA INTELECTUAL

José Sócrates e o PS em defesa do estado social

O defensor do "estado social" decretou:
  • o fim do abono de família para agregados familiares que recebiam cerca de 700 euros por mês, 
  • o fim da comparticipação a 100% dos medicamentos dos idosos com pensões mais baixas, 
  • a perda de apoios à compra de material escolar e refeições dos filhos em famílias com mais de 275 euros de rendimento por cabeça, 
  • o corte das deduções fiscais nas despesas de saúde e educação para quem ganha mais de 605 euros mensais, 
  • a redução dos salários da função pública superiores a 1500 euros, 
  • o fim do prolongamento por seis meses do subsídio social de desemprego, 
  • o fim da redução em 3% das contribuições para a segurança social de micro e pequenas empresas com trabalhadores com mais de 45 anos...

Retirado Aqui 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (33)

O insuspeito padrinho: Mário Soares


O Governo de José Sócrates tardou a reconhecer a crise que se adivinhava antes de 2008. Esse atraso do Governo foi grave para Portugal (aqui)

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (32)

NÃO PODEMOS ENTRAR EM CLIMA DE EUFORIA


Desemprego vai atingir taxa histórica de 13% em 2013 (AQUI)

SEREMOS TODOS ESTUPIDOS?

Na passada terça-feira, o mais conhecido vendedor de computadores do país, fez uma pomposa comunicação ao país a propósito do programa de ajuda externa.

A comunicação, para anunciar que se tinha alcançado um acordo, foi um exercício de insulto à inteligência das pessoas. Em resumo:
Tenho o prazer de anunciar que chegámos a entendimento com a Troika. Esse entendimento não contempla isto, nem aquilo, nem.... É um bom acordo! De momento, não posso comunicar os termos do acordo....


A comunicação social, aplaudiu... Os comentadores, aplaudiram...
A máquina da propaganda funcionou.
O povo, pasma-se com o atrevimento da criatura!
A cereja no topo do bolo, chegou depois. O brilhantíssimo Francisco Assis, teve esta afirmação: "Não podemos entrar em euforia"

Tudo isto define esta gente. Seremos assim tão estúpidos... 
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (31)

OS ATRASOS DE PAGAMENTO PARA SALVAR A FACE

Maioria dos hospitais do SNS aumentou prazo de pagamento aos fornecedores
O Prazo médio de pagamento a fornecedores passou de 57 dias para 78 nas instituições Sector Publico Administrativo e de 128 para 213 nas instituições do Sector Empresarial do Estado (aqui).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (30)

No governo do Primeiro Ministro que insiste na ideia de se o homem da defesa do estado social


Em seis meses foi retirado o abono de família a 645 mil jovens (aqui)

FRASE DO DIA

"A remoção do poder do primeiro-ministro José Sócrates, seus colaboradores, apoiantes e beneficiados é um imperativo nacional de salvação pública e até de higiene democrática"

(aqui

Estado desperdiça milhões em subvenções

O "Correio da Manhã" revela um relatório da Inspecção-Geral de Finanças onde são publicadas algumas subvenções públicas em 2010.

 A Associação Portuguesa de Bancos (APB), Automóvel Clube de Portugal (ACP), Mota-Engil, Parkalgar e Colecção Berardo estão entre as entidades beneficiadas. O ACP recebeu 1,4 milhões de euros, a APB 1,3 milhões, a João Lagos Sport 1,2 milhões e a Colecção Berardo um milhão, de acordo com o "Correio da Manhã". No total, o Estado gastou em 2010 mais de 560 milhões de euros em subvenções. (aqui)

domingo, 1 de maio de 2011

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (29)

Cronologia de um golpe - Por Pedro Lomba - Jornal Publico (aqui)

Acto I. Estamos a 3 de Outubro de 2004 e José Sócrates é eleito líder do PS. A 9 de Outubro, Armando Vara regressa à direcção do partido pela mão de Sócrates. A 20 de Fevereiro de 2005, o PS vence as legislativas com maioria absoluta. A 2 de Agosto de 2005, há mudanças na Caixa Geral de Depósitos: Teixeira dos Santos afasta Vítor Martins e Vara integra o “novo” conselho de administração. A maioria dos membros desse conselho é afecta ao PS.

Avancemos no tempo. Grande plano. No primeiro semestre de 2007, a Caixa financia accionistas hostis ao conselho de administração em funções no BCP. 

Cresce o peso do banco do Estado no maior banco privado português. Vara e Santos Ferreira são incluídos em lista concorrente nas eleições para o conselho executivo. O jornais falam no financiamento da Caixa ao empresário Manuel Fino que apoia Santos Ferreira:

«A garantia desses financiamentos é feita em primeira linha com os títulos adquiridos com os fundos emprestados, sendo, nalguns casos, reforçada com outros activos de menor volatilidade.

Estas operações foram aprovadas pelo Conselho Alargado de Crédito da Caixa formado por cinco administradores: Carlos Santos Ferreira, o então CEO, o seu vice, Maldonado Gonelha, Armando Vara, Celeste Cardona e Francisco Bandeira.

[...]

"Este grupo de investidores tem vindo a reforçar a sua presença no BCP, o que lhes têm assegurado uma palavra a dizer no combate que se trava pelo controlo do poder no maior banco privado português. Actualmente, no quadro da assembleia geral de accionistas de 15 de Janeiro, todos eles subscreveram a lista que Santos Ferreira e Vara candidatam ao conselho de administração executivo (CAE). Admite-se ainda que Manuel Fino (que apoia Santos Ferreira) tenha igualmente financiamento da CGD."

A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP. Segundo documento divulgado pelo próprio banco ficam a seu cargo os pelouros executivos mais relevantes: (i) Rede Corporate; (ii) Rede Empresas; (iii) Factoring e Leasing; (iv) Marketing de Empresas; (v) Aprovisionamento, Património; (vi) Desinvestimento de Activos; (vii) Fundação BCP; (viii) Millennium Moçambique. Ou seja, Armando Vara coloca-se precisamente no coração dos movimentos de créditos, dívidas, compras e vendas de acções e activos. No centro do fluxo de todos os interesses e todas as influências.

Chegados aqui, com os actores certos nos papéis certos nas duas maiores instituições de crédito nacionais (CGD e BCP), tudo se torna possível. O primeiro golpe foi concluído. Começou então o segundo.

Acto 2. Com as possibilidades que o controlo do BCP oferece, o recém-chegado grupo Ongoing, que entretanto adquirira o Diário Económico e já tinha uma posição no Grupo Impresa (SIC, Expresso, etc), é financiado para novas acções.

Com o grupo Ongoing: José Eduardo Moniz sai da TVI e controla-se a Media Capital, depois de uma tentativa de aquisição pela PT abortada pelo Presidente e pela oposição.

Em Fevereiro de 2009 torna-se possível ajudar o empresário Manuel Fino a aliviar os problemas financeiros (em parte criados pelo reforço da posição no BCP) junto da CGD prestando uma dação em pagamento com acções suas valorizadas cerca de 25% acima do preço de cotação e com opção de recompra a seu favor.

Torna-se também possível ajudar o «amigo Oliveira» a resolver os problemas financeiros do seu grupo de media (Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias).

Tudo factos do domínio público que muitos a seu tempo denunciaram. Sócrates respondia com a cassete familiar: “Quem tem procurado debilitar os órgãos de supervisão, lançando críticas à sua actuação no BCP, está a fazer 'política baixa'". Política baixa, diz ele. Estamos perto do fim desta operação bem montada. Sócrates ganhou de novo as eleições. Mas este encadeamento todo precisava de confirmação. Incrivelmente, nas escutas a Armando Vara no caso “Face Oculta” eis que surge a arma do “crime” libertando fumo: "O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim’. Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências."

Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos, meus amigos, é que não são.

A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP.

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (28)

Eduardo Cintra Torres, No jornal Público (retirado aqui)

«A TVI lá fez mais uma entrevista a Sócrates, ajeitando-se à agenda do líder do PS. Como se comprovou no final, a entrevista foi, para o país, totalmente inútil. Zero de conteúdo. Quaisquer que sejam as perguntas, ele repete à exaustão as mesmas cinco frases memorizadas. Hábil a intimidar entrevistadores, ignora-lhes as perguntas, debitando o menu decorado e queimando tempo.

(...)
A estranha última pergunta de Sousa sobre a vida privada de Sócrates foi colocada ao secretário-geral do PS na sede do governo de Portugal. Sousa apresentou Sócrates como “divorciado” e “com dois filhos” e perguntou-lhe se “tenciona fazer campanha eleitoral com a família”. Recorde-se que nas presidenciais apareceram familiares de todos os candidatos nas campanhas e nenhum jornalista, nem Sousa, os interrogou sobre isso.

A pergunta permitiu a Sócrates fazer exactamente o que disse que não vai fazer: usar os filhos. Mencionou duas vezes o “amor aos meus filhos”. Disse também “sempre os procurei proteger”. Ora, na campanha de 2009, em entrevista à SIC, Sócrates fez “referências premeditadas” aos filhos (como lhes chamou então um dirigente da agência de comunicação LPM). Também a sua vida privada foi usada em ocasiões escolhidas a dedo ao longo dos anos. Mais de uma vez as revistas cor-de-rosa souberam com antecipação onde ele estaria em momentos “privados” com uma alegada namorada; e numa entrevista ao Diário de Notícias na campanha de 2009 ele falou da alegada namorada (i, 21.09.09).

Na acção mediática de Sócrates não há nada, mas rigorosamente nada, que surja ao acaso. As “respostas” em entrevistas são frases decoradas. Toda a sua agenda e a do Estado que comanda estão planeadas para obter ou evitar efeitos mediáticos. Por exemplo, a correcção para baixo do défice foi divulgada pelo INE no sábado de Páscoa, com o país político ausente. A gestão de danos é brilhante: a Central obliterou Teixeira dos Santos dos media quando este, a bem de Portugal, traiu Sócrates e falou da necessidade da ajuda externa.
A Central vai debitando diariamente pequenos “casos” para a imprensa: através de dirigentes e outras figuras do PS (as ordinarices de Lello não são “arreliadoras deficiências tecnológicas” mas declarações públicas calculadas, cabendo a Lello o papel de abandalhar os políticos em geral); ou através de “fontes”, ou nem isso, como nas campanhas negras na Internet. Essa acção permanente da Central, 24 horas por dia, desgasta os adversários, em especial o principal partido da oposição, sem a mínima preparação para enfrentar uma organização profissionalíssima, que hoje atingiu a dimensão de um embrião de polícia política de informações, agindo exclusivamente através dos media e Internet, directamente ou através de apaniguados ou ingénuos.

O desgaste dos adversários ainda está no princípio. Dado que Cavaco Silva e os ex-presidentes pediram uma campanha eleitoral esclarecedora, caberá à Central de Propaganda oculta e semi-secreta ao serviço do PS encher os media e a blogosfera de “casos”, invenções, mentiras, factóides descontextualizados, etc. Esta Central tem acesso a informações, por métodos quase científicos de busca, selecção e organização de informações, a que os jornalistas não têm ou não podem ter acesso, ou nem sonham que existem. A Central conhece o passado de todos quantos agem no espaço público e ousam desagradar ao PS-Governo. A Internet é usada para divulgar elementos “comprometedores” da sua vida. Fernando Nobre e família foram alvo desses ataques mal ele se candidatou pelo PSD. Nos EUA tem crescido igual tipo de desinformação, como a campanha negra por republicanos mais primários de “dúvidas” acerca da nacionalidade de Obama.

A brutalidade da desinformação e das campanhas negras atinge não só os adversários políticos, mas todos os que exerçam livremente a liberdade de expressão. Como o PS-Governo vive exclusivamente dos media, a Central visa em especial os comentadores e jornalistas que considere fazerem algo negativo para os seus interesses.

A jornalista Sofia Branco foi recentemente demitida de editora na agência LUSA por se ter recusado, com critérios editoriais, a pôr em linha uma “notícia” oriunda da Central de Propaganda. Recorde-se que o director de Informação da LUSA foi uma escolha pessoal de Sócrates e que o seu administrador principal é amigo pessoal de Sócrates. A demissão teve carácter de exemplo, pois visa recordar a todos os jornalistas, começando pelos da LUSA, que “quem se mete com o PS leva”.

O caso revela a Central em acção. Uma correspondente da LUSA recolheu uma declaração dum assessor do primeiro-ministro que este atribuiu a Sócrates. A editora da LUSA não quis divulgar declarações dum assessor como se fossem de Sócrates (dado que não eram de Sócrates!); disponibilizou-se para ouvi-las do próprio, mas o assessor negou a hipótese. A editora rejeitou a “notícia”. Acontece que a Central precisava que a “notícia” fosse vomitada para os media naquele dia; por isso, a chefia da LUSA soube logo do caso e colocou a “notícia” em linha; a editora foi liminarmente demitida, retaliação que já seria de dureza totalmente desajustada ao normal funcionamento de uma redacção se a editora tivesse procedido mal. No dia seguinte, Sócrates disse a tal frase que fora dita pelo assessor: é o habitual processo de inculcação pela repetição.

Sofia Branco foi demitida por ser jornalista. Se houve “quebra de confiança”, como a direcção socretista da LUSA invocou, não foi no profissionalismo da editora, mas sim quebra de confiança da Central de Propaganda numa jornalista que agiu como jornalista. “Hoje, 27 anos depois do 25 de Abril, faz-se jornalismo com medo”, disse Sofia Branco ao P2 (25.04).
A pressão infernal sobre os jornalistas deu resultados extraordinários nestes seis anos. Somada a campanhas negras e cumplicidades no seio dos media, permitiu a Sócrates ganhar em 2009 e está a permitir-lhe recuperar nas sondagens em 2011.

A estratégia da Central para esta campanha já está delineada. Um dos elementos tem passado despercebido: através de pessoas como Lello e de comentários anónimos produzidos pela Central e despejados na blogosfera e caixas de comentários, repete-se a ideia de que os políticos são todos iguais, todos corruptos, nem vale a pena ir votar. A Central sabe que a percentagem do PS pode subir se a abstenção crescer. O paradoxo de um partido fomentar subrepticiamente a abstenção explica-se: como os eleitores mais livres votariam mais facilmente na oposição, neutralizá-los diminui os votos nos outros e aumenta a proporção relativa do núcleo duro dos eleitores do PS.

Outro elemento que favorecerá essa estratégia será a habitual forma de as televisões cobrirem as campanhas na estrada. Apesar da crise no país, é provável que a cobertura televisiva se concentre, como habitualmente, nos almoços da “carne assada”, nas declarações da velhota na rua, do comerciante à porta, do militante de reduzida inteligência, no “isto está uma loucura” do jornalista empurrado por jornalistas, etc. Enfim, fait-divers sem conteúdo político e sem relação com o discurso dos responsáveis partidários.

Se as televisões juntarem às habituais reportagens da “carne assada” e da velha que grita na rua alguma cobertura aos “casos” emanados da Central, estará lançada a confusão que serve um único entre todos os partidos: o PS-Governo. Tudo o que não esclareça políticas, divirja para os “casos” do dia e para o diz-que-disse, em que a Central tem mestria absoluta, servirá para impedir um esclarecimento mínimo (desfavorável a quem governou) e para induzir descontentes a absterem-se. Se fizerem uma cobertura das campanhas como a de 2009, as televisões estarão a colaborar, não indirecta, mas directamente com a governação dos últimos anos e com a aplicação concreta, diária, da estratégia de desinformação e propaganda. »

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (27)

A coisa não é nova. Já em 2009 o PS usou o nosso dinheiro para fazer campanha. Nada aconteceu...

O blogue Simplex criado em Junho de 2009 para apoiar a candidatura de José Sócrates a primeiro--ministro foi alimentado com meios públicos usados a partir do Governo.

Artigo aqui 

1001 RAZÕES PARA NÃO VOTAR SOCRATES (26)

MESMO ESTANDO EM GESTÃO, O GOVERNO SÓCRATES FEZ, NOS ÚLTIMOS 6 DIAS, 12 MIL KM EM CAMPANHA. QUEM PAGA? PAGA O ZÉ...