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segunda-feira, 6 de junho de 2011

BALANÇO DAS ELEIÇÕES

As eleições de ontem resultaram na necessária mudança. De entre as alternativas apresentadas, não havia outra escolha possível.

Temos então como vencedor claro, o PSD de Pedro Passos Coelho.

A meio termo, com vitórias agridoce, o CDS e a CDU.

O CDS, aumentou o n.º de votos e o n.º de deputados, mas ficou abaixo dos 14% indicados por Portas como o limite mínimo. Seria razoável esperar que o CDS reflectisse nos resultados obtidos, já que a boa imprensa de que dispôs dificilmente se repetirá. Convém não esquecer que os jornalistas e comentadores políticos não se cansaram de elogiar Portas, chegando mesmo a apelidá-lo como "o político mais talentoso da sua geração".

A CDU ganha sempre! Desta vez, conseguiu aumentar o n.º de deputados (+1), mas perdeu cerca de 6000 votos em relação a 2009. Mas enfim, não desiludiu... 

Os grandes derrotados foram o PS e o BE.

O PS, conseguiu o pior resultado desde 1987, conseguindo a proeza de obter um resultado inferior a Pedro Santana Lopes em 2005, bem como a proeza de ver, pela primeira vez em Portugal, um primeiro-ministro recandidato perder as eleições. 

O BE teve uma grande derrota. Talvez o principio do fim tenha sido Manuel Alegre... Francisco Louçã, embora reconhecendo a derrota, mostrou-se agarrado ao lugar. Por mim, está bem assim, mas lá para eles, deviam reflectir nos mais de 200 mil votos que perderam.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O ESTRANHO CASO DAS NOMEAÇÕES NÃO PUBLICADAS

Começou de manhã, como noticiou o ionline



Sócrates reagiu. É falso! Noticia do Sol




Mais tarde, Sócrates desvaloriza: foram 6 nomeações (TVI)




Por último, os emails (Expresso) 



A pergunta que se impõem: Se é tudo tão simples, porque não foram publicadas as nomeações?

Não, esperem! Afinal foram publicadas...

 Mas o Sr. Eng.º Sócrates tinha dito de manhã: "dei instruções à Imprensa Nacional Casa da Moeda para não publicar nenhuma nomeação, garantindo assim que nenhuma fugiria ao crivo imposto por mim." (ver noticia sol)

Aqui há gato! 

A REALIDADE OCULTA (2)

domingo, 22 de maio de 2011

O DEBATE 2

A REALIDADE OCULTA

O debate entre Passos Coelho e Sócrates teve um vencedor: Passos Coelho.

Mesmo fervorosos apoiantes de Sócrates, como Emídio Rangel, reconhecem que a coisa não correu bem a Sócrates.

Ainda assim, há um jornal em Portugal, o JN, pertencente a um determinado grupo, capaz disto:


Para que não restem dúvidas, seguem-se os resultados de dois inquéritos de opinião:

1) - RTP-N









2) - Expresso



 


sábado, 21 de maio de 2011

O DEBATE

No actual contexto, o debate entre Passos Coelho e Sócrates era tido como decisivo. Não me parece que assim seja, no entanto marca o fim do mito.

A generalidade dos comentadores diz que Passos ganhou o debate. Os mais resistentes dizem que não houve vencedor, e tal e tal....

Categórico, foi o Miguel Sousa Tavares: “Pedro Passos Coelho, esmagou Sócrates. E por KO! 

Vindo de quem vem, diz qualquer coisa....



 Na minha opinião, o Passos Coelho ganhou o debate, mas aos pontos. Sócrates entrou como sempre, foi buscar um relatório de gestão de uma empresa, assinado por Passos enquanto administrador, para apontar uma contradição. Passos defendeu-se, desvalorizou mas não esmagou. Bastava ter dito ao Eng.º Sócrates que ele é o autor da frase: "o mundo mudou em 15 dias" de que todos nos lembramos.

Poderia também entrar no conteúdo,  lembrando a Sócrates que, em 2009, ele andava a aumentar benefícios e a baixar impostos, por conta de uma folga orçamental com que sonhou.

A partir daí, o debate mudou.

Sócrates foi encostado às cordas e ficou claro que a cassete está gasta!

Agora, está nas nossas mãos... 



 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O PROGRAMA ELEITORAL

Estaremos nós preparados?

Ainda não li o programa do PSD. A julgar pelas reacções, vai haver muito aproveitamento político. As frases feitas, embora esvaziadas nos factos, prometem assustar o povo. Estaremos nós preparados?

Num artigo no Jornal de Negócios, Helena Garrido, lança algumas pistas interessantes:

Continuidade ou mudança? Verdade ou ilusão?
A diferença com José Sócrates está feita por Pedro Passos Coelho num programa eleitoral corajoso em que promete tempos difíceis.

Pedro Passos Coelho escolhe fazer, sem dó nem piedade, o retrato do país e as dificuldades que se perspectivam no discurso de apresentação do seu programa eleitoral. O plano de PSD para os eleitores é um conjunto de medidas que, palavras do líder, "vai para além do memorando de entendimento" para a ajuda externa. É mais exigente, é mais claro e é até mais liberalizador, na convicção de que a liberdade é que gera o crescimento. Mesmo sabendo que a liberdade, em economia, gera hoje entre muitos cidadãos o medo, a insegurança de perder o emprego, o acesso à saúde e à educação, o direito à pensão de reforma ou ao subsídio de desemprego. 
 
Pedro Passos Coelho oferece aos eleitores a realidade sem disfarces e antecipa um futuro de dificuldades.

O contraste com José Sócrates é total. O primeiro-ministro não esperou pelo memorando de entendimento para apresentar o programa eleitoral do PS e nas entrelinhas desvaloriza tudo o que antecipe a mínima dificuldade para o país. José Sócrates não promete mas omite as dificuldades.

Quem vai o país querer? Quem lhe apresenta a razão ou quem lhe toca na emoção?