sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vítor Bento questiona dados de execução orçamental

"Com uma execução orçamental (Março) a correr tão bem", começa por escrever, "então, porque é que foi necessário o PEC IV que tanta confusão gerou", questiona o economista e conselheiro de Estado.

As dúvidas de Bento não se ficaram por aqui, colocando outra questão: "Porque é que foi necessário recorrer à ajuda externa de emergência? (Segundo as notícias de ontem parece que já não havia dinheiro para pagar salários)".

Por fim, o presidente da SEDES pergunta se a história se vai repetir, deixando uma ligação para uma opinião publicada no Económico com o título "Da credibilidade", datado de 24 de Março. No artigo em questão, Bento afirmou que "ninguém, fora do Governo, sabe a verdadeira situação financeira em que o País se encontra e que certamente será pior do que tem sido dito."

aqui
 

PORTUGANIC

Pode este barco ir ao fundo?

Para variar, nem tudo são más notícias. No fim de semana vai estar sol!

As noticias do dia são excelentes: Contas do Estado melhoram em 1.750 milhões até Março. Terá isto alguma coisa a ver com a descarada desorçamentação dos irmãos Socralhas. Não, o que interessa é o chavão para os pacóvios se alegrarem. E parece que resulta!

Mas mesmo muito importante, é a história do Pacheco Pereira. Por outras palavras, temos uma conspiração em marcha . Eu gosto de conspirações! Confesso mesmo que já me passou pela cabeça, e que lá se vai afigurando...

Mas o que me "encanta", é ver os jornalistas e comentadores manipularem as realidades. É tão descarado. Mas qual é a novidade que ontem deu o Pacheco Pereira?
Se eu bem me recordo, o PSD só reagiu oficialmente ao PEC4 na madrugada de 11 de Março, precisamente para não prejudicar as posições oficiais de Portugal em Bruxelas. Então, qual é a novidade? 

Há, foi terem enviado um SMS aos deputados a pedir silêncio.

Isto só indicia que o PSD se preparava para chumbar o PEC4, mas que não queria ser acusado pelo PS de ter prejudicado as negociações do governo em Bruxelas. Não é simples?

Já temos águas na casa das máquinas e temos que aturar os jornalistas e comentadores com tudo menos com aquilo que interessa: SALVAR O BARCO

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DEPOIS DO CONGRESSO NORTE-COREANO DE SÓCRATES

Seguro e Relvas discutem consensos para uma década

O deputado socialista e o braço direito de Passos Coelho no PSD sentaram-se à mesma mesa, no Instituto de Comunicação Empresarial, em Lisboa, para discutir o tema "Informação e política em tempo de crise. Quem deveria vigiar quem?".

Acabaram a falar da crise criticando a "política" que promete mais do que o pode fazer e avisando que esta é uma "oportunidade" que o País não pode perder. (AQUI)

A VER SE ASSIM PERCEBEM

É uma cruel realidade: o Estado português está falido. Quem o garante é o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro.  Uma opinião partilhada por Carlos Moreno, juiz jubilado do Triunal de Contas.

Para Carlos Moreno, os portugueses têm direito a conhecer as contas públicas. 
AQUI

A CASA DOS HORRORES

Mas nunca mais batemos no fundo?

Ontem, eram os policias que denunciavam falta de dinheiro, hoje são os militares e os estudantes bolseiros. Amanhã o que será?

Pior ainda, os hospitais já pedem aos pais leite e fraldas para as crianças.
Isto já não é só falta de vergonha.  Isto é inaceitável. 

Os artistas que nos desgovernaram  nos últimos 6 anos, têm o descaramento de dizer que as nossas conta são transparentes. Os reputados comentadores televisivos, perdem horas a falar do candidato a deputado e fazem orelhas moucas a tudo o que se passa à sua volta...

Está tudo louco... Tudo desorientado!

No meio de tudo isto, ainda somos humilhados por supostos parceiros europeus... e nós, encolhemos os ombros...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

HÁ COISAS DO CARAVAGIO!!!

Otelo Saraiva de Carvalho, afirmou: "Se soubesse como o País ia ficar, não fazia a revolução" (aqui)

Mas, mais interessante ainda é o seguinte:
Para o "capitão de abril" bastam 800 militares para derrubar um governo, mas "um novo 25 de Abril" só deverá acontecer com a perda de direitos dos militares. (aqui)

Para as pessoas da minha geração, ou mais novas, o 25 de Abril é uma história simpática. Como não vivemos antes dessa data, não pode ser doutra forma. Aquilo que normalmente ninguém nos diz, isso não interessa nada, é aquilo que o homem diz agora:
"o movimento dos capitães iniciou-se precisamente por "razões corporativistas"...

Está lá na noticia e podem confirmar. 

Agora, se com 800 militares se faz uma revolução, o povo é sereno, imaginem o que não se faria com 100000 professores (se esses tivessem as armas). 

FMI: Espanha é um caso distinto de Portugal e accionou medidas na altura certa

Espanha tornou-se um caso distinto do português e do irlandês por ter posto em acção medidas correctas na altura certa

FUNGAGA DA BICHARADA

Tudo como antes. Ninguém se entende!

O governo informou hoje ao país que vai delegar no ministro da presidência, Pedro Silva Pereira, as conversas/negociações com os partidos da oposição a propósito do pacote de ajuda externa.

O referido ministro disse, com toda a razão, que há assuntos que não devem ser debatidos na praça publica.  Disse, em concreto, que ver partidos na praça pública a pôr em causa a transparência das contas públicas, não é o melhor contributo para as negociações em curso. 

Eu também acho. Mas, e há sempre um mas, se as contas são assim tão transparentes, porque razão não se avança com a dita auditoria? Qual é o problema do governo?

Quem não deve, não teme! O que teme o governo afinal?

O EXEMPLO

Polícia deixa de pagar ao fisco para pagar salários (AQUI)

Coerência de José Sócrates

terça-feira, 12 de abril de 2011

A MENTIRA TEM PERNA CURTA

Nem queria acreditar quando li (aqui)

O site: socrates2011.com, criado para esta campanha eleitoral, foi registado no dia 24 de Fevereiro de 2011.
É preciso fazer um desenho??? 

AFINAL AINDA HÁ ALMOÇOS GRÁTIS

O ministro da Economia e o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Tiago Silveira jantaram com Fernando Nobre, confirmou Vieira da Silva. Mas nesse jantar, realizado há uma semana, "não houve qualquer convite ou sequer sondagem para qualquer cargo político". (AQUI)

Está bem abelha... 

FMI: «Portugal visto como país de 3º mundo»

Única conselheira portuguesa junto do FMI, de regresso de reuniões em Washington, mostra-se preocupada com a imagem que se criou de Portugal

A economista Estela Barbot, que ainda há umas semanas dizia que não restava outra alternativa ao país senão a ajuda externa, está agora preocupada com a imagem de Portugal no estrangeiro. E aponta o dedo ao Governo de José Sócrates, que tanto gastou, sem nada ter

«O ponto a que chegámos está a afectar a imagem do país, das empresas e a credibilidade do país cá fora. Portugal está a ser visto como um país de terceiro mundo. Como portuguesa, estou preocupada», alarma Estela Barbot.



OBRIGADO JOSÉ...
AINDA NÃO CHEGA? VÃO LÁ VOTAR NELE 

 

ANJINHOS....

Teixeira dos Santos: Portugal não tem financiamento para lá de Maio

(AQUI)

E ESTA EM!!!

DIZ-ME COM QUEM ANDAS....

"Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros."


Neste tempo em que o desemprego aumenta e escasseiam os empregos bem remunerados, fica a nota... 

QUE É FEITO DO PAULITO

UMA DESTAS TRÊS PERSONAGENS ESTÁ GARANTIDA NO PRÓXIMO GOVERNO
RESTA-NOS ESCOLHER A(S) OUTRA(S)

 

SÓCRATES E PASSOS COELHO, PELO TELEFONE OU PRESENCIALMENTE

Ainda no meio das ondas de choque do caso Fernando Nobre, Passos Coelho já está outra vez encostado às cordas. Afinal, na véspera de apresentar o PEC4, Sócrates telefonou a Passos Coelho, que se deslocou a São Bento onde estiveram reunidos. Nessa reunião, Sócrates apresentou o famoso PEC4.


Para os homens de Matosinhos, isto faz toda a diferença. O que interessa é que Sócrates comunicou a Passos Coelho as medidas que iria anunciar e nada mais importa (ideia de Francisco Assis que ouvi na televisão).

Para os laranjinhas, isso não importa nada, o que interessa é que as medidas foram apresentadas como facto consumado.

E para nós? Afinal o que é que isso interessa?  
Não interessa nada e interessa muito!

É um facto que o Primeiro Ministro cometeu um erro grave na forma como apresentou o PEC4 ao país, como facto consumado e abençoado em Bruxelas, sem o mínimo respeito pelas instituições Portuguesas. Mais, na véspera sublinhou no parlamento que não seriam necessárias mais medidas de austeridade.

É um facto que não faz grande diferença que as duas personagens tenham conversado pelo telefone ou pessoalmente. Tanto assim é que o PS só agora se lembrou disso.

É um facto que Passos Coelho cometeu um erro ao não ter dito logo, e claramente, que esteve pessoalmente com o primeiro ministro na véspera da apresentação do PEC4.

É um facto que, à medida que o tempo avança, vai ficando a sensação que a laranjinha começa a cheirar a rosa mesmo antes de chegar a laranja.... 


Economistas alemães contra "resgate" a Portugal

Um grupo de 50 economistas e juristas alemães, liderado pelo professor de Direito Markus Lerber, de Berlim, colocou uma queixa no Tribunal Federal Constitucional em Karlsruhe contra o "resgate" a Portugal.

Segundo o jornal alemão Borsen-Zeitung - o principal jornal financeiro alemão -, é a segunda vez que este grupo coloca um queixa junto do tribunal alemão que vela pela constitucionalidade da acção do governo federal, atualmente liderado pela chanceler Angela Merkel.

A primeira queixa deu entrada depois do pacote de estabilização financeira aprovado em maio do ano passado, ao abrigo do qual foram criadas as facilidades financeiras no Luxemburgo (o famoso FEEF) e junto da Comissão Europeia, e em que foi envolvido o Fundo Monetário Internacional, a que já recorreu a Irlanda (novembro de 2010) e, agora, Portugal.

Segundo o grupo, a Alemanha perderá a sua soberania orçamental com estas decisões. Os economistas e juristas alemães signatários da queixa alegam, ainda, que o pacote aprovado em maio de 2010 não "acalmou" os mercados financeiros da dívida que continuaram a penalizar com yields elevadas a Grécia, a Irlanda e Portugal, ao contrário do que foi prometido.

UM PROBLEMA DE DECÊNCIA

«Afinal, as sondagens exibem divisão nas pessoas. Afinal, o próximo Governo defrontar-se-á com um apertado plano de austeridade para os próximos anos. Vigiado pela Europa e pelo FMI, será forçado a arrumar a sala depois da luxúria socialista. A sua margem será curta, os seus limites serão rígidos. Quem estiver atento às contrapartidas que os líderes europeus estão a exigir, sabe que vai ser assim. Até isso devemos ao primeiro-ministro Sócrates. Não se limitou a espoliar-nos da nossa soberania financeira quando irresponsavelmente nos deixou cair no remoinho dos juros e tornou inevitável o pedido de ajuda externa para o Estado e os bancos cumprirem as suas obrigações mais básicas. Sócrates, não exagero, expropriou-nos também da democracia. Quando em Maio estiver pronto o plano de intervenção externa para um período de três anos, que liberdade caberá ao Governo que vier senão para cortar, exasperar, sufocar a nossa já parca confiança? Não é um preço admirável. E com que liberdade iremos votar em Junho senão para selar um destino já traçado? Sócrates estragou-nos o passado e o futuro. Sabemos hoje que encenou uma fuga, como logo após a sua demissão escrevi aqui: um fugitivo que tenta manipular as suas próprias responsabilidades e transferir culpas. Ao contrário do que ele diz com insistência, ninguém o demitiu. Ele é que se demitiu. Ao contrário do que ele repete com dolo, não foi o chumbo do PEC4 que nos conduziu aqui. Foi a hecatombe de um Governo que errou e ficou sem saída e não quis perder a face. Por isso, estas eleições são decisivas. Mostrar-nos-ão aquilo que valemos, até onde vai a nossa aprendizagem e discernimento. Se os portugueses não castigarem quem nos mentiu e continua a mentir para além do tolerável, então as próximas eleições ficarão reduzidas a nada. Não seremos melhor do que a congregação disciplinada de Matosinhos que, num gesto de fé, se reuniu no fim-de-semana e em que um primeiro-ministro teve a lata de nos falar como se estivesse na oposição. Chegámos ao fim. É um problema de decência

Pedro Lomba, Público
"roubado: aqui"