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segunda-feira, 11 de abril de 2011

O LEGADO DE SOCRATES E DO PS

Projecções do FMI são negras: até final deste ano, o desemprego em Portugal atingirá os 11,9%. Para o ano chegará aos 12,4%.

Mas pior que o valor em si é a tendência de evolução, sobretudo face ao resto da zona euro. No próximo ano, na moeda única, todos os estados-membros terão já o mercado de trabalho a recuperar, com o desemprego a descer. As excepções à regra são Portugal e Grécia, onde o número de desempregados vai continuar a aumentar.

As previsões são do Fundo Monetário Internacional (FMI) e constam do World Economic Outlook. O documento aponta ainda uma taxa de inflação em Portugal nos 2,4% este ano, recuando depois para 1,4% em 2012.

FMI: Portugal viverá em recessão até 2012

Portugal será o único país da Europa a destruir riqueza no próximo ano, segundo as novas previsões do FMI.

De acordo com o World Economic Outlook, a economia nacional vai recuar 1,5% este ano. É a previsão mais pessimista para o país até ao momento e não incorpora ainda o impacto das medidas de austeridade que vão ser exigidas a Portugal por Bruxelas e pelo próprio FMI, na sequência do pedido de ajuda externa.

Mais: Para o ano, Portugal vai continuar a destruir riqueza. O PIB deverá contrair 0,5%. E, de acordo com o Fundo, a economia portuguesa será a única da União Europeia em recessão no próximo ano.

Nesse sentido, aliás, até mesmo a Grécia, que também está sujeita a um programa de austeridade do FMI, vai conseguir crescer. A economia helénica deverá avançar 1,1% em 2012, depois de três anos seguidos de quebras no PIB.


Não está mau que chegue? Vão lá votar nele! 
 

Á ATENÇÃO DO SR. ENG.º JOSÉ SÓCRATES PINTO DE SOUSA

BCE está a castigar os periféricos em favor da Alemanha

Diz o Sr. Krugman, Prémio Nobel da Economia

"o BCE está a exigir a remoção dos desequilíbrios de competitividade via deflação no sul, e nada através de inflação na Alemanha". Diz mesmo que a política monetária está a servir única e exclusivamente a Alemanha. (aqui)

Sr. Eng.º, convença-se, a Sr.ª Merkel está, e muito bem, preocupada com os Alemães. Se ela adorou o PEC4, desconfie. 

terça-feira, 29 de março de 2011

A EUROPA DE CALÇAS NA MÃO

Liquidez de emergência concedida pelo BCE continua em níveis elevados (AQUI)

Os empréstimos de curto prazo obtidos pela banca europeia junto do BCE continua em níveis elevados, num sinal de que muitos bancos estão a sentir algumas dificuldades em assegurar o seu financiamento quotidiano.

Dito de outra forma: O pior ainda está para vir... 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os senhores do mundo

Em plena crise de credibilidade, executivos da Moody"s ganharam mais 60 por cento em 2010

AQUI

A verdadeira preocupação da Sr.ª Merkel?

A dívida privada e pública aos bancos espanhóis equivale a 45% do PIB português de 2010 

Portugal deve à banca espanhola qualquer coisa como 77 mil milhões de euros, quase metade do PIB português, um valor próximo das estimativas para o pacote de resgate europeu que enchem os jornais, e tanto quanto as dívidas à Alemanha e a França, juntas. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fitch corta "rating" de Portugal em dois níveis devido à crise política

A agência de notação financeira tinha dito que a crise política não tinha implicações no "rating", mas acaba de cortar a notação do país em dois níveis, no dia seguinte ao da demissão de José Sócrates.

Da credibilidade

Vitor Bento (AQUI)

(...)
 
De tal forma que, no exercício de reporte obrigatório à Comissão Europeia, feito nas vésperas do acto eleitoral, se reportou um défice de 5.8%, quando economistas - com muito menos informação do que a oficial - já diziam há meses que o valor não poderia ser inferior a 7%. É claro que as previsões económicas daquela Comissão, divulgadas pouco depois, já apresentavam um défice de 8%, mostrando a credibilidade atribuída ao que lhe fora reportado pelo Governo português.

Como se sabe, o défice acabou por ficar em 9.3% do PIB (não contando com os "activos financeiros"). E, sem surpresa, verificou-se que, aquando do reporte feito em Março de 2010, Portugal foi o país que apresentou, de longe, o maior desvio entre o "valor provisório" reportado em Setembro e o "valor revisto" reportado naquela data, confirmando a submissão da informação do Estado aos interesses eleitorais do partido do governo.

Este exercício descredibilizou irremediavelmente qualquer informação sobre as finanças públicas proveniente do Governo ou de órgãos por si tutelados. E o que se passou com as contas de 2010 reforçou tal convicção. De tal forma que, em boa verdade, ninguém, fora do Governo, sabe a verdadeira situação financeira em que o País se encontra e que certamente será pior do que tem sido dito. Daí que não possa surpreender a coincidência entre a visita de técnicos da Comissão e do BCE para analisar as nossas contas e o subsequente anúncio de mais medidas restritivas, apesar das declarações oficiais sobre a execução orçamental.

Temo, aliás e na linha dos últimos acontecimentos, que o que verdadeiramente motiva a "denodada resistência" ao apoio externo seja o receio de revelação da verdadeira situação em que nos encontramos.

O PERIGO DA DEMAGOGIA

Hoje no Jornal de Negócios Online:

Juros da dívida disparam após queda do Governo - As taxas das obrigações do Tesouro estão em alta, em todos os prazos, depois da demissão de José Sócrates. Os juros exigidos a Portugal, na dívida a 5 anos, fixaram um novo máximo, acima de 8,3%.

PSI-20 sobe mais de 1% apesar da demissão do Governo - O optimismo parece estar presente no principal índice da bolsa portuguesa, onde a PT lidera os ganhos de 19 cotadas. Apenas a Semapa perde valor.

Comentário: É certo que a crescente probabilidade de se formalizar o inevitável pedido de ajuda externa, leva à incerteza dos credores e tendência para subida de juros. Ainda assim, todos sabemos que a intervenção do BCE nos mercados secundários condicionou a evolução "natural" dos juros, pelo que esse indicador não poderá ser encarado como neutral.

quarta-feira, 23 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

COMUNICAÇÃO DO PRIMEIRO MINISTRO - REACÇÃO 3

A VÍTIMA E O PEC-5
Álvaro Santos Pereira, 16/03/2011 - ORIGINAL: AQUI


A estratégia de vitimização do primeiro-ministro continua. Autêntico Dom Quixote a lutar contra os moinhos da "irresponsabilidade" e da "intervenção externa" (como se o BCE não nos andasse a financiar há mais de um ano, e as missões técnicas do FMI e da Comissão Europeia já não estivessem entre nós há vários meses), o primeiro-ministro esqueceu-se convenientemente do pesado e triste legado do seu governo, e proclamou aos sete ventos que a culpa pela crise actual é da oposição. Ou seja, a culpa é de todos menos de quem governa, ou melhor, de quem devia governar se fosse competente para isso. 

E é assim que o primeiro-ministro tenta (e tentará) por todos os meios utilizar a conhecida estratégia "eu ou o dilúvio", olvidando-se que o dilúvio dos mercados financeiros e da crise económica foi provocado pelas políticas erradas dos seus governos, pela dívida histórica que o seu governo legará aos próximos governos e às gerações futuras, pelo desemprego recorde que as más políticas dos últimos anos causaram, pelo regresso da emigração para níveis que já não existiam há décadas, e pelo pior desempenho da economia portuguesa dos últimos 100 anos. Mas não, segundo o primeiro-ministro, a culpa disto tudo não é do governo. Não. A culpa é dos malvados dos mercados e dos infames especuladores. A culpa é dos malditos dos gregos que despoletaram o fantasma da crise soberana europeia. A culpa é dos ingratos dos irlandeses que se deixaram abater por uma crise bancária. A culpa é dos indecisos dos nossos parceiros europeus que não nos apoiam como deviam apoiar. E, acima de tudo, a culpa é dos partidos da oposição que têm o desplante, o descaramento!, de ter uma opinião contrária à do nosso benemérito e visionário primeiro-ministro. Enfim, a estratégia do costume.
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Mais: na ânsia de se vitimizar, o primeiro-ministro fez um ultimato à oposição que um chumbo do novo PEC significaria uma crise política e a chegada da temida "intervenção externa". Obviamente, sabendo de antemão que todos os partidos da oposição vão chumbar as novas medidas de austeridade, se o governo as apresentar na Assembleia da República antes da cimeira europeia de 24 e 25 de Março, está a abrir uma crise política que não é aconselhável para ninguém antes dessa data (quando as medidas em relação ao futuro do FEEF irão ser decididas). E, por isso, convém lembrar que o governo não só não tem o mínimo de necessidade legal de apresentar muitas das novas medidas de austeridade no parlamento, como também tem até Abril para actualizar o PEC. Ou seja, só há uma razão para o governo forçar uma votação do PEC na Assembleia da República antes do dia 25: culpabilizar os partidos da oposição por uma eventual intervenção externa que certamente se seguiria após o governo baixar os braços e se declarar impotente para defender o país das "irresponsabilidades" da oposição.
Os partidos da oposição não deviam assim embarcar na estratégia do governo e não se deviam deixar seduzir pela tentação de votar as novas medidas de austeridade antes do dia 25. E a haver uma nova moção de censura (como deve haver), esta só deveria ser apresentada depois do dia 25, para que o governo e o primeiro-ministro não se vitimizarem ainda mais.
_
Dito isto, convém referir que uma das passagens mais interessantes da entrevista do primeiro-ministro foi a revelação que uma "intervenção externa" acarretaria o fim do 13º mês, a redução do salário mínimo e o despedimento de funcionários públicos. Ora, onde será que o primeiro-ministro foi buscar estas ideias? Às negociações que tiveram lugar com a missão técnica do BCE e da Comissão Europeia? Ou será que este é o esboço de um hipotético PEC-5, que o governo apresentaria lá mais para o final do ano?
É que, como todos sabemos, no início de 2010, este governo já se tinha mostrado terminantemente contra "novas" medidas de austeridade, contra o corte de salários, contra a redução das prestações sociais e contra o corte das pensões. Porém, uns meros meses mais tarde, e face ao descalabro das execuções orçametais em 2009 e 2010, este mesmo governo aplicou uma a uma estas medidas, renegando a todas as juras e promessas que tinha feito anteriormente. Por isso, é muito natural que, conhecendo como nós conhecemos as maravilhosas execuções orçamentais e a lendária falta de planeamento orçamental do executivo e deste ministro das Finanças, é muito natural que, se este governo continuasse em funções, teríamos este novo PEC-5 lá mais para o final do ano.
Felizmente, os acontecimentos dos últimos dias provam que não vamos chegar a esse ponto. Sim, vamos ter uma crise política. E ainda bem. O país não pode continuar adiado e a economia nacional não aguenta muito mais as más políticas dos últimos anos. Porém, essa crise política só deverá acontecer quando o governo não conseguir mais desresponsabilizar-se por todo o mal que causou à economia nacional e à grande maioria dos portugueses. A partir do dia 25 já não há mais desculpas.

 

Comunicação do Primeiro Ministro - Reacção 1

O PEC da tábua rasa - 14 Mar 2011 - Colocado por: Pedro Romano
ORIGINAL AQUI

Um dos pontos mais curiosos do PEC 4 é o facto de fazer tábua rasa de tudo o que foi apresentado até aqui. Partindo de um défice de 4,6%, o Governo acrescenta medidas no valor de 2,5 e 1,2 pontos percentuais de PIB em 2012 e 2013, de forma a chegar ao fim do ciclo com um buraco orçamental de 2%. Ou seja, o PEC 4 faz um "reboot" do sistema e põe o contador a zeros. 

A justificação oficial do Governo é a seguinte: até aqui, só tinham sido apresentadas medidas de consolidação para atingir o défice de 2011. As medidas agora apresentadas limitam-se a dar substância a essas metas, preenchendo as lacunas que tinham ficado abertas. Fomos verificar:

1) Uma vista de olhos à página 19 do Relatório de Orientação de Política Orçamental, apresentado em meados do ano passado, permite conhecer o impacto acumulado das medidas do PEC 2 até 2013. Na altura, o Executivo já tinha metas de défice de 4,6% do PIB em 2011, 3% em 2012 e 2% em 2013;

2) Depois, é uma questão de acrescentar as medidas do PEC 3 e do PEC 4 à informação do PEC 2;

(...)

Ou seja, com o PEC 3 – o que serviu de base ao OE para este ano – e se o PEC se tivesse concretizado na totalidade, teríamos já um défice abaixo dos 3% do PIB em 2011. E chegaríamos a 2013 com um desequilíbrio de apenas 0,9% do PIB. Entretanto, na sexta-feira chegou um PEC 4.

(...)

Com as medidas do PEC 4, e considerando todas as anteriores, o saldo orçamental passaria a positivo já em 2012. 

(...)

Há várias explicações para este resultado absurdo: 

1) O cenário macroeconómico é pior do que o Governo esperava. As receita de base são, por isso, mais baixas do que estava subjacente aos primeiros PEC, com a despesa a fazer o percurso inverso. É plausível.

2) Algumas das medidas são duplicadas. Ou seja, há impactos que na verdade deveriam ser consolidados. De facto, é o que acontece com algumas das medidas anunciadas no campo dos cortes de despesa social e Serviço Nacional de Saúde (SNS), que já apareciam, sob outro nome, no PEC 1. É pouco transparente.

3) O impacto das medidas foi sobre-estimado. Isso parece claro nalgumas medidas, como as que apontavam para uma poupança muito elevada com o simples congelamento de ingressos na Função Pública. A ser verdade é um erro técnico.

4) Algumas das medidas não foram, ou não vão ser, implementadas. Se assim for então, isso já é batota.
 

terça-feira, 15 de março de 2011

É a crise de dívida soberana, uma crise internacional?

De uma vez por todas que o Primeiro Ministro pare de dizer, e de pensar já agora, que a crise de dívida soberana que afecta Portugal é um problema internacional, ao qual o seu Governo é completamente alheio.

A crise de dívida soberana é uma crise das Finanças Públicas, só e mais nada.

O que é que aconteceu a partir de 2007?

No final de 2007 e durante todo o 2008 estoira a chamada crise do subprime nos Estados Unidos, a partir da falência de instituições de crédito norte-americanas ( Fannie Mae e Freddie Mac) que concediam empréstimos hipotecários de alto risco (em inglês: subprime loan ou subprime mortgage), arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo.

O que isto do subprime? Ao contrário do que se quer fazer crer, que isto resulta da direita capitalista selvagem, a crise do subprime nasce de uma ideia de esquerda:

A ORIGEM DA CRISE DO SUBPRIME

No primeiro mandato de Bill Clinton ( 1993-1997), o governo americano decidiu estimular a compra da casa própria pelas famílias que estavam no grupo inferior da classe média. O governo Clinton, incluindo aí os democratas na Câmara e no Senado, estabeleceu regras e usou sua influência para estimular as agências (Fannie Mae e Freddie Mac) a afrouxar os critérios para a concessão de empréstimos, de modo a ampliar o universo de famílias beneficiadas. A operação foi um sucesso e nos bons momentos os americanos chegaram a comprar 800 mil casas novas por ano. Isto beneficiava ainda de uma politica de baixas taxas de juro prosseguida pelo FED.

O subprime eram empréstimos hipotecários, mas também ao consumo, e eram concedidos, nos Estados Unidos, a clientes sem rendimentos declarados - os chamados clientes ninja (do acrônimo, em inglês, no income, no job, no assets: sem renda, sem emprego, sem património). Essas dívidas só eram honradas, mediante sucessivas vendas das casas de cada vez que um cliente não pagava, o que foi possível enquanto o preço dos imóveis permaneceu em alta. Essa valorização contínua dos imóveis permitia ainda aos mutuários obter novos empréstimos, sempre maiores, para liquidar os anteriores, em atraso - dando o mesmo imóvel como garantia.

Mas a recessão nos Estados Unidos começa a espreitar e a desvalorização imobiliária acentua-se. Foi o desaire. Porque entretanto tinha-se criado um mercado gigante de credit default swaps (uma espécie de seguros de cobertura de risco), tinha-se titularizado as carteiras de créditos e vendido a outros bancos por esse mundo fora. O 'subprime', como era muito arriscado, dava também muita rentabilidade. E por alguma razão que se desconhece, e que hoje, após o estoiro, ainda deixa pasmos muitos analistas, tais títulos obtiveram o aval das agências internacionais de classificação risco.

Entre Agosto e Setembro de 2008 começam a falir os grandes bancos (Northern, Lehmans, etc). Começam assim as nacionalizações.

Com as ameaças de falência dos grandes bancos surge a Crise Financeira. Nessa altura ninguém conhece a realidade dos balanços dos bancos, logo a banca entra na lista negra. Ninguém empresta a ninguém. Pára o Mercado Monetário Interbancário. Bancos tem de recorrer ao BCE.

A situação da banca começa depois a melhorar progressivamente, à medida que são revelados os casos de "buracos" nos balanços, quer sejam eles provocados pela existência de subprime em carteira, quer sejam eles resultado das desvalorizações sucessivas dos títulos em bolsa que os bancos tinham em carteira.

Assim que a sangria é estancada os bancos começam lentamente a conseguir financiarem-se no mercado, até que surge a crise de dívida soberana e os bancos dos países de risco voltam a ver o mercado monetário a virar-lhes as costas.

Como surge a Crise de Dívida Soberana?

Com as nacionalizações de bancos, resultado da crise financeira, a União Europeia flexibiliza os tectos máximos permitidos aos países membros, em termos de déficit em percentagem do PIB e dívida pública em percentagem do PIB. Isto porque os Estados foram chamados a ajudar a banca.

Aqui reside o problema. A Irlanda derrapou muito as suas finanças públicas, mas no seu caso teve mesmo que ajudar os bancos.

A Grécia mentiu e quando se foi ver tinha uma despesa pública muito superior ao declarado.

Em Espanha a bolha imobiliária afectou os bancos, as Cajas de Ahorros são verdadeiramente problemáticas.

E finalmente Portugal que em 2009 aproveitou a flexibilização das regras de Maastricht para subir estrondosamente o déficit sobre o PIB e a dívida pública. Lembram-se que nos tempos de Maastricht a dívida pública estava condicionada a 60% do PIB, pois a partir de 2009 passou para 80%. Hoje está em 83%. O mais grave é que o único banco que o Estado Português teve que intervencionar ainda não pagou a intervenção, estou a falar do BPN.

Em 2009 Sócrates pagou com empréstimos a sua reeleição, ao dar aumentos à Função Pública, gastou o dinheiro em investimentos públicos desnecessários, queria aproveitar o tempo que lhe restava para construir o país dos seus sonhos.

Evidentemente que assim que a dívida pública atinge os 80% do PIB, os mercados financeiros desconfiam que esse país não vai conseguir pagar na totalidade a dívida que emite. É por isso os juros da dívida pública dispararam. É isto a crise da dívida soberana. Ou seja, existe quando há crise das finanças públicas. Ou seja, quando um Governo se descuidou com os gastos e se endividou acima das suas possibilidades para financiar um sonho megalómano.

Por isso Senhor Primeiro Ministro não vale a pena atribuir a culpa à crise internacional, porque no limite quem se endividou foi Portugal. Quem aumentou a despesa pública, foi o governo português.

Publicado por Maria Teixeira Alves, 14/03/2011 (jornalista do Diário Económico)
Tirado AQUI

segunda-feira, 14 de março de 2011

Portugal é o único país da União Europeia onde a produção industrial caiu em Janeiro

A queda homóloga isolada de 1,4% de Portugal compara com um crescimento de 6,8% nos 27 países da União Europeia.

Noticia completa: AQUI 

sexta-feira, 11 de março de 2011

A BOA GOVERNAÇÃO

No dia 21 de Fevereiro de 2011, lia-se (AQUI)

Sócrates: «Números são bons, não percebo azedume»
Dados da execução orçamental de Janeiro deviam «regozijar» quem se empenha para que Portugal «ultrapasse dificuldades»

Hoje, 11 de Março de 2011, anunciam-se novas medidas de austeridade....

Pelo meio, no inicio do mês, lá fomos à reunião com a patroa mas, mesmo com os 3,6% de redução da despesa efectiva do Estado, não a convencemos...