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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A CABALA?

Lá, como cá... A cabala?


Tese da conspiração contra Strauss-Kahn alastra em França (aqui)

Para além do choque e incredulidade geral, a tese parte do facto do escândalo ter sido anunciado em primeira mão, antes de qualquer órgão de informação norte-americano ou francês, por um jovem militante da UMP de Sarkozy, através do twitter. E antes de tempo.  

terça-feira, 12 de abril de 2011

AFINAL AINDA HÁ ALMOÇOS GRÁTIS

O ministro da Economia e o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, João Tiago Silveira jantaram com Fernando Nobre, confirmou Vieira da Silva. Mas nesse jantar, realizado há uma semana, "não houve qualquer convite ou sequer sondagem para qualquer cargo político". (AQUI)

Está bem abelha... 

DIZ-ME COM QUEM ANDAS....

"Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros."


Neste tempo em que o desemprego aumenta e escasseiam os empregos bem remunerados, fica a nota... 

QUE É FEITO DO PAULITO

UMA DESTAS TRÊS PERSONAGENS ESTÁ GARANTIDA NO PRÓXIMO GOVERNO
RESTA-NOS ESCOLHER A(S) OUTRA(S)

 

NOBRE HISTERIA

A coisa pode ser vista desta forma: acusa-se os partidos de não se abrirem à sociedade civil e, agora, que temos um partido a convidar um independente, chovem críticas?!!! 

E a coisa pode ser vista desta forma: um cidadão com responsabilidades políticas maiores que as de simples eleitor (ainda há meses foi candidato à Presidência da República), que há semanas disse que não aceitava o convite de nenhum partido, aceitou?!!! 

O caso Fernando Nobre daria para passar uma bela semana de discussão acalorada como a de dois compadres jogando cartas numa soalheira aldeia da costa alentejana. Daria, condicional. Mas é melhor não dar. Não leram as notícias? Aqueles compadres, aquela aldeia e o País inteiro estão falidos. Ora quem não tem dinheiro não deve ter o vício de estéreis discussões acaloradas. Não percamos tempo a glorificar a abertura de espírito, se é que há um, do convite. Nem a insultar o oportunismo, se é que há um, no aceitar do convite... Chega hoje a Lisboa o FMI, porque se considerou inevitável e imprescindível que chegasse, e esse FMI vai ter de esperar várias semanas até ter um interlocutor com quem possa, mesmo, decidir. Essa, sim, uma discussão útil: como é possível a vida política de um país ter o ritmo de dois compadres jogando cartas numa soalheira aldeia da costa alentejana?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Á ATENÇÃO DO SR. ENG.º JOSÉ SÓCRATES PINTO DE SOUSA

BCE está a castigar os periféricos em favor da Alemanha

Diz o Sr. Krugman, Prémio Nobel da Economia

"o BCE está a exigir a remoção dos desequilíbrios de competitividade via deflação no sul, e nada através de inflação na Alemanha". Diz mesmo que a política monetária está a servir única e exclusivamente a Alemanha. (aqui)

Sr. Eng.º, convença-se, a Sr.ª Merkel está, e muito bem, preocupada com os Alemães. Se ela adorou o PEC4, desconfie. 

O BOM ALUNO

Fernando Nobre, que no longínquo dia 1 de Março de 2011 afirmou na SIC notícias que "nunca aceitarei nenhum cargo partidário nem governativo", não esperou pelas eleições para dar o dito por não dito. 

Não, esperem, como diria o seu mentor político, o Dr. Fernando Nobre não está a aceitar nenhum cargo partidário ou governativo. Está a aceitar um convite de um partido para ser candidato independente à assembleia da republica. Não vejo qualquer incoerência nisso. Já o socialismo, é procurar na terceira gaveta...

 

O DEDINHO MAROTO DE CONSTÂNCIO???

Será só a minha imaginação. Tem dado tanto jeitinho ao Zézinho os juritos a subir:

Pela segunda semana consecutiva, o Banco Central Europeu manteve-se à margem do mercado de dívida, enquanto as taxas de juro de Portugal atingiam novos recordes e obrigavam o País a recorrer a auxílio financeiro externo. (aqui)

AFINAL HAVIA OUTRA

O PS também queria Fernando Nobre nas suas listas eleitorais. Artur Pereira, ex director de campanha de Nobre, diz que o encontro com José Sócrates “foi promovido por Mário Soares” e que já foi confirmado pelo próprio Nobre, que se encontra no Sri Lanka numa acção da AMI. “Após esse encontro houve outros encontros com membros do PS que o sondaram e convidaram para integrar as listas.

 “Logo após as eleições, Fernando Nobre foi contacto por vários partidos, nomeadamente pelo PS e PSD, que, numa primeira fase, queriam saber o que ia fazer Fernando Nobre e os convites do PS e PSD vieram depois”, diz Artur Pereira. aqui 

Aguarda-se com expectativa que o mentor político do Dr. Fernando Nobre acorde...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

Administrador dos CTT falsifica CV e suspende mandato

O administrador dos CTT Marcos Baptista, ex-sócio do secretário de Estado Paulo Campos e por este nomeado, adulterou o currículo, afirmando ser licenciado pelo ISEG, como consta no despacho de nomeação publicado em Diário da República. O curso não foi concluído, apurou o i, não tendo Marcos Baptista completado as cadeiras suficientes para concluir uma licenciatura pós Bolonha, caso o curso tivesse sido realizado após a entrada em vigor deste acordo comunitário.

quarta-feira, 30 de março de 2011

UM PAÍS SEM ESTRATÉGIA

Governo estuda congelamento de portagens em 4 Scut (AQUI)

Fim de quatro Scut a 15 de Abril estava decidido. Executivo em gestão reavalia se quer avançar ou travar.

Tecnicamente, o Ministério das Obras Públicas e dos Transportes diz ter tudo a postos para pôr portagens nas quatro Scut que ainda restam (Beira Interior, Interior Norte, Beira Litoral e Alta e Algarve) a 15 de Abril.

As renegociações com as concessionárias estarão prontas; os pórticos de portagens automáticas encomendados; os respectivos locais de afixação decididos. Mas se o Governo tinha já anunciado a decisão como final, a crise política levou tudo a ser reequacionado, sabe o DN.

terça-feira, 29 de março de 2011

A POLÍTICA QUE NÃO SERVE O POVO

Estamos numa embrulhada de todo o tamanho.

Os compromissos financeiros que o estado Português tem para honrar no futuro próximo, podem ditar a “morte” anunciada: FMI. A Europa (Alemanha e França) começa a deixar cair mais este PIG. E se ainda não caímos é porque eles têm medo da Espanha e do Euro.

De acordo com o Diário Económico, o ministro das Finanças alemão espera um pedido de ajuda de Portugal ao FMI e à Europa em Junho. Adorável é o comentário: “Oficialmente, Angela Merkel evita a todo o custo parecer estar a pressionar Portugal”.

Infelizmente, basta olhar para os factos para reconhecer que a coisa está negra. Os especialistas dizem mesmo que, após o anúncio do montante necessário para Portugal, 75 mil milhões de Euros, anúncio feito na passada semana pelo primeiro-ministro luxemburguês e presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, a história ficou contada. Só isso justifica que as contas já estivessem feitas!

Podem os políticos Portugueses dizer o que quiserem, que desta já dificilmente nos safamos. O Sr. Andrew Bosomworth, (Um dos Srs. “mercados”), afirma mesmo que “neste momento, faria sentido Portugal recorrer ao fundo de resgate de forma a conseguir empréstimos para financiar a dívida que vai vencer”

Ainda assim, ao que tudo indica, o estado português já terá garantido o dinheiro necessário para sobreviver até Junho. De contrário, dificilmente o Presidente da Republica poderia aceitar a demissão do governo e dificilmente o ministro alemão avançaria datas.

Por cá, vamos tendo mais do mesmo. Politiquice barata!

Indiferente (ou talvez não) à difícil situação do País, o Sr. Primeiro-ministro suspendeu a democracia e avançou com a propaganda, dando-se mesmo ao desplante de sair da assembleia da república aquando da discussão do PEC4; e tudo ainda a tempo de ser a vítima desta história mal contada.

Já o Presidente da Republica errou, não no discurso de tomada de posse, mas muito antes, só que aí, não tinha condições políticas para pôr o dedo na ferida, afinal ainda tinha umas eleições pela frente.

A propósito do discurso de tomada de posse do presidente, convém reconhecer que foi duro para o governo. Não teve a delicadeza de outros tempos, pelo que me arrisco mesmo a dizer que o Presidente da Republica tinha conhecimento, não oficial, da existência de certas negociações. De qualquer modo, a bem dos necessários consensos, deveria ter sido mais brando, até porque o tal discurso da verdade ficará para segundas núpcias.

Sim, infelizmente o nosso regime não valoriza a verdade! 

Infelizmente, como o confirma a pressa em comunicar ao país que as contas públicas não serão auditadas, o povo não merece conhecer a verdade antes de exercer o direito ao voto que está na base do regime. A partir deste ponto, é-me permitido pensar que está tudo bem pior do que nos é dado a conhecer.

Pelo meio, vários sinais perturbadores. 

O PSD, que quer ser governo, dá sinais contraditórios, pondo-se a jeito das críticas do PS. Neste momento, não transmite segurança e o episódio da suspensão da avaliação dos professores, por justo que seja, deixa muito a desejar. Alguns responsáveis do partido andam quase histéricos, não se apercebendo que o “pote” está seco!

O PS, está moribundo. Anestesiado pelo veneno do poder não consegue dizer mais do que “Como foi possível fazerem isto ao País?” Ou talvez consiga. Com o governo já pré-demissionário, lá conseguiu aumentar os limites dos contratos públicos por ajuste directo. Tudo normal nesta república das bananas.

E os senadores? Tudo como antes…

O Dr. Mário Soares, que muita gente vê como referência, confesso que eu nem tanto, anda aos papéis. Teve um artigo no Diário de Notícias, “Um apelo angustiado”, publicado no dia 22 de Março, no qual tentou claramente condicionar o Presidente da Republica, sugerindo que este poderia evitar a “catástrofe anunciada”, esquecendo em absoluto todo o contexto político em que vivemos. Com este artigo, Mário Soares condicionou decisivamente a actuação do Presidente da Republica, independentemente de ter razão acerca do vazio de poder que nos espera num período tão decisivo.

Já hoje, o mesmo Mário Soares, volta ao Diário de Notícias com o artigo: “A demissão consagrou-se”. Um bom artigo que deveria dar muito que pensar. Ataca o presidente, dá uma alfinetada ao governo para a seguir o defender, ataca o PSD, o CDS e os partidos da “esquerda radical”, palavras dele.

Mas o melhor, vem depois (cito):
As culpas da União
2. Se há, nesta e noutras crises - financeira, económica, política, social e de valores - quem tenha culpas graves no cartório, como os espíritos lúcidos e independentes perceberam há muito, é a União Europeia e a fraqueza das suas instituições e lideranças: a Alemanha, da chanceler Merkel, a França, do Presidente Sarkozy, e a maioria dos líderes ultraconservadores que, nesta fase crítica, governam a esmagadora maioria dos Estados europeus.

Só lhe faltou dizer, como a namorada do primeiro-ministro, que o governo de Portugal aplica contrariado as políticas que o PSD gostaria de aplicar….

A crise financeira e económica actual - que está longe de ter passado - está a pôr em causa o neoliberalismo, que a maioria dos Estados europeus ainda não abandonou. O que implica rupturas urgentes...

Rupturas? Neste momento? Mas isso não era uma irresponsabilidade?

Acaba citando o artigo de Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia e professor da Universidade de Princeton, "A crise portuguesa e a política de austeridade” no qual o autor critica categoricamente as politicas adoptadas na Europa, em particular em Portugal, na resolução da actual crise da dívida.

A ideia até parece boa, mas o Dr. Soares lá se esqueceu: 
Há alturas em que, como ele bem sabe, é preciso “meter o socialismo na gaveta! Hoje não há espaço para ideologias. Não nos resta alternativa que não seja emagrecer para ir obtendo o dinheiro de que precisamos para viver. Não nos resta outra coisa senão empobrecer para pagar juros, e tudo isto porque os nossos governantes não quiseram ver as evidências, permitindo que nos endividássemos a um nível absolutamente absurdo, que resultou na inevitável perda de soberania.

Isto o Dr. Soares não escreve. Mas devia, porque enquanto o não fizer contribui para o país campeão do mundo na compra de telemóveis.

NOTA: O Dr. Soares também antecipa que as rupturas não se farão esperar por muito tempo e poderão ser mesmo violentas. Diz para porem os olhos no mundo

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os senhores do mundo

Em plena crise de credibilidade, executivos da Moody"s ganharam mais 60 por cento em 2010

AQUI

Justiça ou eleitoralismo?

Governo cede no transporte de doentes
Doentes crónicos não terão que provar insuficiência económica para terem ambulância grátis.


AQUI

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sócrates não garante maioria alargada a Passos Coelho

José Sócrates, que deverá ser reconduzido como líder do PS, não está a dar quaisquer garantias aos parceiros europeus de que apoiará um quadro de maioria alargada se o PSD ganhar as próximas eleições legislativas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

SOCRATES - CAÍU-LHE A MÁSCARA (2)

Salvar a pele
Por João Pereira Coutinho - Original AQUI

José Sócrates lançou o país numa crise política e alguns beatos perguntam por aí: porquê? O que tem Sócrates a ganhar com o chumbo do PEC e a sua demissão anunciada? A resposta básica para estes básicos é só uma: tudo.

Ao encostar o PSD à parede, qualquer reacção de Passos Coelho seria uma vitória para Sócrates. Se Passos Coelho cedesse, o PSD estaria liquidado até 2013 e entraria numa guerra civil sem fim à vista.

Se Passos Coelho não cedesse, Sócrates poderia, como se vê, sair mesmo a tempo de evitar ser ele o porteiro de um resgate inevitável – apontando o dedo ao PSD pelo resgate inevitável. Com um bónus: a possibilidade de ir a eleições, chorar em público pela injustiça cometida e, quem sabe, voltar a ganhar. Ou, no mínimo, perder por poucos – o que seria sempre uma vitória para quem vive e cresce no caos. Sócrates é, nas suas palavras, um ‘animal feroz’; mas é também um ‘animal perigoso’. É por isso que o país precisa de o afastar: não para evitar anos de austeridade, que serão longos; mas para que essa austeridade seja feita para salvar o país – e não a pele do PS e do seu líder.
 

SOCRATES - CAÍU-LHE A MÁSCARA (1)

Factos financeiros e jogos políticos
Por  Helena Garrido - ORIGINAL: AQUI

Portugal já está a ser ajudado e enfrenta já uma violentíssima falta de acesso aos mercados financeiros. 

Não é uma opinião, são factos. Só lhe falta fazer o pedido formal de ajuda. Que é inevitável. E isto, sim, é uma opinião, sustentada pelos factos.

Comecemos pelos factos que demonstram que o acesso a financiamento externo estava, e está, lentamente a fechar-se para Portugal - ainda antes da crise política.

1. O Estado português está há meses a ser apoiado pelo Banco Central Europeu através da compra de dívida pública portuguesa no mercado secundário, para combater a subida da taxa de juro. Não se conhecem os montantes, porque o BCE não os divulga, mas uma estimativa de um banco de investimento internacional aponta para valores da ordem dos 18 mil milhões de euros.

2. Os bancos portugueses, que não se conseguem financiar no mercado desde o primeiro trimestre do ano passado, estão a obter recursos do BCE por troca de títulos que têm em carteira. O último montante que se conhece, relativo a Fevereiro, é de 41 mil milhões de euros. E este ano os bancos portugueses precisam, obviamente, de recursos para pagar dívida que chega ao fim da maturidade.

3. Com os valores estimados para o Estado e os contabilizados para a banca, o apoio do BCE a Portugal rondará quase 60 mil milhões de euros. Apenas como referência, porque não se podem fazer comparações directas, o empréstimo a sete anos e meio que o FMI e o Fundo Europeu de Estabilização Financeira acordou para a Irlanda é de 85 mil milhões de euros.

4. A Refer, uma empresas pública de infra-estruturas ferroviárias, não conseguiu financiar-se no mercado, ou seja, falhou uma emissão.

5. A Parpública não conseguiu colocar os títulos que corresponderiam a mais uma fase da privatização da EDP - obrigações permutáveis.

São cinco factos a que se podem somar "não factos", ou seja, a ausência de operações de financiamento no mercado por parte de grandes empresas.

Aos factos que expõem as dificuldades crescentes de acesso a financiamento acrescentam-se os mais recentes factos que apontam para um apoio mais activo da Europa a Portugal:

1. Equipas técnicas do BCE e da Comissão Europeia estiveram em Portugal durante duas semanas, até dia 10 de Março, a desenhar com o Governo português as novas medidas de austeridade.

2. Portugal foi o único país do euro que antecipou o seu programa de estabilidade, e apresentou-o numa Cimeira Extraordinária da Zona Euro - acontecimento raro - onde a situação financeira do País foi um dos principais temas.

3. A Comissão Europeia e o BCE fizeram um comunicado conjunto sobre Portugal, um facto inédito. No fim dessa declaração, lemos uma frase igualmente invulgar: as duas instituições vão fiscalizar a concretização das medidas por parte de Portugal.

Numa forma dura e crua, pode dizer-se que Portugal está já a ser governado a partir de Bruxelas e Frankfurt. E que já está tudo preparado para o Governo fazer o pedido formal de ajuda financeira à Europa e ao FMI.

Factos são factos. O resto, a dita crise política, é o jogo da culpa. O Governo, pelo que disse ou pelo que não fez, quer tirar de cima de si a culpa do pedido de ajuda financeira. Um jogo que nos vai sair caro, que vai exigir ainda mais medidas de austeridade.
 

quinta-feira, 17 de março de 2011

SÓCRATES NO SEU MELHOR

Como descrito no post anterior, o governo falta à verdade quando diz que o PEC4 está aberto a negociações.

Nas 12 folhas a que o Negócios teve acesso, o Executivo dá as várias medidas como certas e nunca admite a necessidade de negociação no Parlamento - o que é considerado habitual em Bruxelas.

Em Lisboa, o Governo tem garantido que a apresentação de medidas adicionais de consolidação orçamental em 2011 se deve apenas às piores perspectivas económicas da Comissão Europeia. O discurso perante Bruxelas é, no entanto, mais suave: "Apesar dos desenvolvimentos muito positivos nas exportações, há claros riscos às perspectivas macroeconómicas no que diz respeito à procura interna em 2011", lê-se.

Também o discurso do ideólogo do governo, Augusto Santos Silva, que se pode ler abaixo, sustenta essa tese:

O Governo já obteve luz verde dos responsáveis europeus para uma solução política que evita o recurso de Portugal ao FMI, mas está dependente do PSD para a concretizar, lamentou hoje o dirigente socialista Augusto Santos Silva.

"Estamos a um passo de uma solução política positiva para o País no quadro europeu e estamos hoje dependentes... reparem o absurdo disto: não do" presidente do Banco Central Europeu, "não da chanceler" alemã, "não do" presidente do Conselho Europeu, "não do" presidente da Comissão Europeia, "não do" presidente francês, "mas do senhor Passos Coelho".

Já agora, alguém que explique ao ministro Augusto Santos Silva que o governo não está dependente do PSD. Está dependente da assembleia da república, onde deveria negociar, de modo a poder aprovar as medidas que entende necessárias. É a tal da Democracia

Pode Ler as declarações de Santos Silva AQUI

Governo diz a Bruxelas que recessão travará aumento do salário mínimo

A subida do salário mínimo para 500 euros, que o Governo prometeu para Novembro, vai afinal "depender da situação económica".

A subida do salário mínimo para 500 euros, que o Governo prometeu para Novembro, vai afinal "depender da situação económica". Todas as organizações prevêem uma recessão económica em Portugal, o que torna muito improvável o cumprimento da meta estabelecida pelo Ministério do Trabalho. 

O recuo consta do documento que o Governo entregou a Bruxelas na sexta-feira à tarde, no qual dá mais detalhes sobre a nova ronda de austeridade que o ministro das Finanças anunciou em Lisboa nesse mesmo dia de manhã. No documento o Governo sublinha ainda que não fará nenhuma revisão do salário mínimo nos próximos anos sem primeiro ter em conta o seu impacto nos sectores económicos.

No documento, é também assumido que a revisão do subsídio de desemprego não se limitará a uma avaliação das alterações já produzidas. "Queremos rever as regras de acesso e de prestações para diferentes tipos de beneficiários", escreve o Governo, salientando que o objectivo é "evitar as armadilhas do desemprego e subsidiodependência" .

Nas 12 folhas a que o Negócios teve acesso, o Executivo dá as várias medidas como certas e nunca admite a necessidade de negociação no Parlamento - o que é considerado habitual em Bruxelas.

Em Lisboa, o Governo tem garantido que a apresentação de medidas adicionais de consolidação orçamental em 2011 se deve apenas às piores perspectivas económicas da Comissão Europeia. O discurso perante Bruxelas é, no entanto, mais suave: "Apesar dos desenvolvimentos muito positivos nas exportações, há claros riscos às perspectivas macroeconómicas no que diz respeito à procura interna em 2011", lê-se.

Pode Ler AQUI